Abate de bovinos cresce 7% em MT

MARIANNA PERES

Diário de Cuiabá

Mato Grosso fechou o primeiro quadrimestre do ano com alta de 7% sobre o volume de bovinos abatidos em relação ao mesmo momento do ano passado. O incremento foi motivado, mais uma vez, pelo descarte de fêmeas.

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que de janeiro a abril, Mato Grosso enviou aos frigoríficos cerca de 1,78 milhão de cabeças.

Como explicam os analistas do órgão, as analises se baseiam no levantamento realizado pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea/MT). Em abril foram abatidas 455,94 mil cabeças de bovinos, volume que impõe alta – duas vezes maior a contabilizada no acumulado dos quatro primeiros meses – de 14,25% em relação ao registrado em março. “O crescimento foi impulsionado, principalmente, pela movimentação verificada nas regiões médio-norte e nordeste do Estado”, explicam os analistas.

Ainda como eles destacam, “vale pontuar o ocorrido com o abate, avolumado pela participação das fêmeas, que além das de descarte, incrementaram a categoria de 12 a 24 meses, em 35,22%, registrando 39,07 mil cabeças. Esse movimento já era esperado, dado que durante o levantamento diário do Imea foi relatada a maior disponibilidade de fêmeas para abate ante a quantidade de machos (os quais ainda eram retidos na engorda a pasto), bem como o nicho de mercado que vem se consolidando”.

Os analistas apontam ainda que na semana passada as arrobas do boi e da vaca gorda obtiveram um leve acréscimo de 0,24% e 0,27%, respectivamente. Com isso, no comparativo semanal fecharam em R$ 139,80/@ e R$ 130,39/@, na mesma ordem. “Esse aumento é atrelado à demanda mais aquecida devido ao início do mês e pelo feriado nacional do Dia das Mães”.

CUSTOS – O bezerro de ano retomou sua fase de valorização. Na última semana alcançou um aumento de 1,66%, pautado na maior procura do animal, principalmente para confinamento com a aproximação da seca.

A valorização teve influencia direta na relação de troca boi/bezerro que registrou queda, queda após semanas seguidas de estabilidade. “Tudo motivado pela alta do bezerro, mais valorizado do que a arroba do boi gordo, nesse período”.

EXPORTAÇÕES – Os embarques de carne in natura apresentaram queda mensal de 8,8% , na comparação com o realizado em abril desse ano ante março. No entanto, ao comparar com o mesmo período do ano passado – avaliação anual – o volume de 21,8 mil toneladas enviadas ao mercado externo foi 76,8% superior ao registrado em 2018.

No acumulado deste primeiro quadrimestre do ano observa-se o mesmo movimento: foram exportadas 93,3 mil toneladas, volume 27% maior que o de 2018. Os principais clientes que colaboraram para esta conjuntura foram a China, Hong Kong, Rússia e o Oriente Médio.

Em termos de faturamento, os quatro países, juntos, contribuíram com US$ 247,0 milhões.

Os analistas do Imea destacam que esse faturamento se deu sob um cenário de valorização da carne no mercado internacional. “A China pagou mais caro para consumir a carne mato-grossense. O quilo da carne in natura vendida para o mercado chinês foi em média US$ 4,68, enquanto que para a Rússia US$ 3,57 e para o Oriente Médio, US$ 3,42/ kg. Dessa forma, mostra-se a importância em aumentar o portifólio de cortes e agregar valor também para estes outros dois mercados”.

IBGE – Com dados relativos ao primeiro trimestre do ano, o IBGE divulgou os resultados preliminares da movimentação de bovinos enviados ao abate no País. De janeiro a março de 2019, foram abatidas 7,77 milhões de cabeças de bovinos, uma queda de 4,6% em comparação com o trimestre imediatamente anterior e aumento de 0,3% em relação ao 1º trimestre de 2018.

A produção de 1,91 milhão de toneladas de carcaças bovinas no acumulado indica redução de 7,4% em relação ao último trimestre do ano anterior e alta de 1,4% em relação ao apurado no primeiro trimestre de 2018.

 

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