Ex-assessor afirma que era “explorado” por deputado e exige R$ 8,2 milhões

Ex-funcionário afirma que sozinho prestava serviços como se fosse uma pessoa jurídica

RODIVALDO RIBEIRO

Da Redação

O assessor parlamentar Victor Hugo Batista Miranda está processando o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) em R$ 8,2 milhões sob a alegação de que o parlamentar sempre utilizou a prestação de serviços dele em comunicação social, tornando-o praticamente uma agência de publicidade, marketing e propaganda de um homem só, pois ele teria feito, além de 400 vídeos, gestão das mídias sociais, edição de som e vídeos de materiais audiovisuais feitos por outros, impulsionamento e ações de marketing.

Uma audiência de conciliação entre Victor e Dilmar foi determinada pela juíza Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, da Quarta Vara Cível da Comarca de Cuiabá, onde tramita o litígio, para as 10h do dia 16 de setembro de 2019, na Central de Conciliação e Mediação da Capital.

Nas alegações iniciais, os advogados do ex-funcionário afirmam que há exploração visível de Batista Miranda enquanto pessoa física, pois ele sozinho prestava serviços como se fosse uma pessoa jurídica, mas sem pagamento adequado ou equivalente a isso. Quando não levava material próprio para captação das imagens, ele recebia os vídeos, editava, postava, impulsionava, fazia 100% da gestão da comunicação.

“No Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o candidato declara que tem fanpage, Instagram e todo o resto. As contas chegavam diretamente para o gestor, que era o Victor. Juntamos até as contas e pagamentos diretos”, disse ao FOLHAMAX um dos advogados do requerente.

“Cite-se e intime-se a parte requerida com antecedência mínima de 20 dias para comparecer à audiência de conciliação, advertindo que o não comparecimento injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação será considerado ato atentatório à dignidade da justiça, sancionado com multa de até 2% da vantagem econômica pretendida ou do valor da causa (artigo 334, §8º, CPC). Intime-se a parte requerente por meio do respectivo patrono constituído nos autos, da data da audiência acima designada (artigo 334, §3º, CPC)”, escreveu a magistrada Vandymara.

Victor Hugo Batista Miranda tem experiência no trato da assessoria de políticos. Em 20 de agosto de 2018, por exemplo, foi publicada uma portaria no Diário Oficial da União com sua nomeação para exercer, no gabinete do deputado Fábio Garcia (DEM), o cargo em comissão de secretário parlamentar na Câmara dos Deputados. Ele permaneceu no emprego até fevereiro deste 2019, quando foi trabalhar para Dilmar Dal Bosco.

OUTRO LADO

Procurado, o deputado Dilmar Dal Bosco disse que vai aguardar a chegada da intimação, pois sequer tinha conhecimento de que fora processado pelo ex-assessor. “Hoje ele trabalha com o deputado Tiago Silva (MDB). Ficou no máximo dois, três meses comigo. Não vou me posicionar porque não tenho dívida nenhuma com ele”, disse, por telefone.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *