Ex-diretor culpa Cuiabá por pagar “serviços fantasmas”

Antônio Preza relatou que unidade é vistoriada todos os dias pela Secretaria de Saúde

TARLEY CARVALHO

Da Redação

O ex-presidente da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, o médico Antônio D’Oliveira Gonçalves Preza, “jogou pros braços” da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) a responsabilidade sobre o possível pagamento de procedimentos médicos não realizados na unidade e cobrados da Prefeitura. Isso porque, segundo ele, três auditorias são realizadas antes da Santa Casa receber pelos serviços prestados. O pronunciamento foi feito pelo médico durante audiência da CPI dos Filantrópicos (Comissão Parlamentar de Inquérito dos Hospitais Filantrópicos de Cuiabá) nesta tarde de quarta-feira (13).

Preza respondia aos questionamentos do vereador Toninho de Souza (PSD), membro da comissão, que perguntou sobre o pagamento adiantado de procedimentos médicos, que acabaram não sendo realizados pela unidade.

Em resposta, o médico explicou que não há pagamentos adiantados, uma vez que a SMS demora até três meses para quitar por um procedimento realizado. Segundo ele, diariamente, a equipe da SMS se faz presente na unidade realizando auditoria interna acerca do número de pacientes atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), procedimentos realizados. Ao final do mês, uma segunda auditoria é realizada por um outro setor da SMS, chamada “Equipe de Supervisão”, que fiscaliza todos os documentos apresentados pela primeira equipe e, caso encontre alguma irregularidade, pede esclarecimentos à unidade.

“Só depois que passa por essa segunda etapa é que [os serviços] são cobrados e a conta mandada pra ser processada. Mas não acabou, ainda não! Antes de ocorrer o pagamento, existe uma reunião, entre outra equipe, a equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde e o hospital, para analisar as metas quantitativas e qualitativas, se foram atendidas, se não foram. Aí depois disso, dessas três etapas, é que os pagamentos são feitos. Então, se o hospital cobrou de um paciente que não foi atendido, então não foi só o hospital quem errou. Tem três equipes de auditoria que estão mancomunadas com o hospital. Isso nunca aconteceu com o hospital. É só conversa”, afirmou.

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