PM exonera pai e filho acusados de chacina em MT; outros são 5 demitidos

Orlandino Rodrigues Gomes e José Carlos Neves Gomes mataram 3 homens na “Chacina do Facão” em 2009

RODIVALDO RIBEIRO

Da Redação

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jonildo José de Assis, assinou a exoneração de sete ex-policiais nesta segunda-feira (11). Destes, quatro foram expulsos por problemas vários com a justiça que vão de furto qualificado a homicídios. Um por não passar no teste de aptidão física, mas conseguir cursar a academia por força de liminar até sua ação ser julgada improcedente mesmo após atuante como policial militar e outros dois porque pediram para não mais fazer parte da Corporação.

Entre os demitidos e expulsos da Polícia Militar por envolvimento com crimes estão Orlandino Rodrigues Gomes e José Carlos Neves Gomes, pai e filho. Eles foram condenados a 51 anos de prisão em julho de 2013, acusados de matar três pessoas em Cáceres (distante 225 km de Cuiabá) no ano de 2009, no caso conhecido como “Chacina do Facão”. Com eles também foi condenado o vendedor Valcir Soares de Jesus, a 30 anos de reclusão, por suposta participação nos crimes como cúmplice. Os dois foram sentenciados por dois homicídios qualificados, um simples e ocultação de cadáver. A Justiça pedia, desde então, que ambos fossem exonerados das suas patentes dentro da Polícia Militar.

Ocorrida no dia 18 de setembro de 2009 a “Chacina do Facão” chocou a população de Cáceres. Os policias militares mataram a tiros Edinaldo Frazão Bezerra, Henrique Lopes e Alex Sandro Lopes. Após os assassinatos, os acusados esconderam os corpos das vitimas. A chacina foi motivada, de acordo com o Ministério Público Estadual, pela venda de três chácaras. Segundo a denúncia, os PMs iriam pagar pelas propriedades com cocaína.

Outro PM expulso por participação confessa em assassinato, mas alegando legítima defesa, foi Ronaldo Ventura dos Santos. Ele era acusado de assassinar um suposto traficante, Francisco Marinho, vulgo “Pombo”, na cidade de Peixoto de Azevedo em dezembro de 2009. Foi absolvido, o MP recorreu da sentença e o julgamento acabou anulado. Curiosamente, ele recebeu moção de aplausos em Colíder em 2016 e seguiu na corporação até ser expulso pelo ato assinado ontem (11).

TRÊS SEM CRIME

Outros dois soldados-PM cujas exonerações foram divulgadas nesta terça-feira (12) são Leonardo Moreira Batessoto (excluído da corporação porque o concurso público no qual foi aprovado acabou anulado porque ele respondia à ação criminal por furto qualificado e tinha na ficha outros crimes quando participou do pleito) e Wellington Henrique Santo de Rezende, que não passou no teste de aptidão física, mas conseguiu uma liminar para cursar a academia e chegou a exercer a função de policial militar até a justiça decidiu por demiti-lo.

Dois outros cidadãos saíram da corporação, mas foi por vontade própria, pois eles pediram exoneração. São eles: André Orlando dos Santos e Otto Vilela Silva.

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